Inspirar.

O principio da produtividade vai da ponta do dedo indicador, pelo cotovelo até ao ombro, e dai pelo pescoço até aos olhos.
É um caminho que se faz diariamente, vai e vem, e dói - Contrair.

O resto do corpo está lá apenas á espera que o dia passe - Expirar. Olhar para o lado e ver que atrás do vidro está também o resto, que não espera e que não passa.

Relaxar.

Interioridade, reconexão com o eu interior e com os outros eus anexos, acima, abaixo, à esquerda e à direita do centro. O tempo é de improdutividade e de recolhimento, que vem com uma falsa calma e um ritmo que engana.

Tudo dentro ao mesmo tempo. Todos os diferentes quartos se transformam num espaço aberto (ainda que fechado), e as paredes são agora biombos, separações que servem apenas a conveniência.

A diluição instalou-se e por isso o tempo é o entretanto. Aproximar, descontextualizar e abstrair. Inverter o corpo sobre a cabeça e acreditar que o mundo ficou ao contrário.

A descoberta torna-se um tecido maleável e extensive!, mais como a mente, menos como o corpo. Parar para olhar é contemplar e não pensar pode ser meditar.

Viajar pela normalidade e um exercício de sensibilidade.
Que pode ser, quando o espirito viaja aberto.

Vistas da exposição New Wave, New House, no Solar dos Zagallos. Nov 2023 - Fev 2024. Fotografia por © Photodocumenta